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A UNIÃO
DOS ESTUDANTES DO AMAZONAS (UEA) foi fundada em 4 de janeiro de
1942, pelos então estudantes João Martins da Silva (primeiro
presidente da UEA), Samuel Benchimol (secretário Geral), Plínio
Coêlho, José Lindoso, Antônio Lindoso, Áureo Mello, Agnello Uchôa
Bittencourt e Aderson de Menezes, entre outros. Em 2 de maio do
mesmo ano, foi considerada de Utilidade Pública pelo Decreto-Lei n.º
798, do Interventor Federal no exercício do Governo do Estado, Dr.
Álvaro Botelho Maia.
Em 1942, nos passos da União Nacional dos
Estudantes (UNE), a qual era filiada, lutou pela participação do
Brasil na 2.º Guerra Mundial ao lado dos aliados e contra o
nazi-facismo. Também pela criação da Escola de Agronomia e
Veterinária no Amazonas.
Em 1945, lutou pela volta da democracia e
pelo fim do Estado Novo, ditadura do então presidente Getúlio
Vargas. Conquistou ainda neste mesmo ano, a Meia Entrada nos
cinemas para estudantes.
Em 1947, deu início no Amazonas, da
campanha "O petróleo é nosso" pelo monopólio estatal do
petróleo brasileiro, surgindo como resultado em 1953, a criação da
Petrobrás, empresa estatal responsável pela exploração do petróleo.
Ainda neste mesmo ano lutou contra a internacionalização da
Amazônia, quando o então presidente da República, Eurico Gaspar
Dutra, tentou entregar o desbravamento da região a grupos
estrangeiros. Também foi no dia 6 de dezembro de 1947, que através
da Lei n.º 115, o então governador Leopoldo Amorim da Silva Neves
doou à UEA um prédio situado na Rua Barroso n.º 267, para abrigar a
Sede Própria da entidade, cujo edifício foi denominado de "Casa
do Estudante do Amazonas", uma conquista do presidente da UEA,
Antônio Lindoso e do seu sucessor Armando Andrade de Menezes, no
local eram desenvolvidos serviços como assistência social aos
estudantes pobres, biblioteca, teatro, cursos preparatórios, entre
outras atividades.
Em 1949, o presidente da UEA, Armando
Andrade de Menezes, deu início a uma campanha contra o fechamento da
Faculdade de Direito do Amazonas, então única escola superior no
Estado que havia sido federalizada e estava em péssimas condições de
funcionamento. Também coordenou em 1950, a reforma estatutária da UEA.
Em 1951-52, na gestão do presidente da
UEA, Phillipe Daou, é inaugurado o Restaurante do Estudante, obra de
cunho assistêncial, que funcionava no prédio da Sede Própria da UEA.
Em 1952, é criada a União dos Estudantes
Secundários do Amazonas (UESA), congregando os estudantes de nível
secundário no Estado.
Em 1954-55, na gestão do presidente da
UEA, Raimundo Parente, foi doado pelo comendador Agesilau Araújo à
entidade um terreno ao lado de sua Sede Própria na Rua Barroso, para
construção do "Dormitório do Estudante".
Em 1956, a UEA já composta exclusivamente
por universitários, lidera um movimento contra a carestia no
Amazonas, protestando contra o aumento da tarifa nos bondes, pedindo
a redução no preço das passagens, e até o passe livre, assim como
também lutava contra o monopólio da empresa inglesa "Manaus
Tramwais", o que resultou na cassação da licença de concessão da
mesma, passando o serviço de bondes a ser administrado pelo Governo
do Estado, na administração do governador Plínio Coêlho,
destacando-se nessas os então presidentes da UEA, Adherbal Andrade
de Menezes e Aguinelo Balbi.
Em 1959-60, na gestão do presidente da
UEA, Rui Dantas, é impulsionado o projeto de construção do
Dormitório, com a aprovação de verbas, a obra é iniciada.
Em 15 de janeiro de 1961, na gestão do
presidente Francisco Marques de Vasconcelos, é realizado pela
primeira vez em Manaus, o Conselho Nacional de Estudantes, da União
Nacional dos Estudantes (UNE), sob os auspícios da UEA, na Faculdade
de Direito do Amazonas.
Em 1962-63, na gestão do presidente, José
Renato Frota Uchoa, a entidade inicia uma luta pela melhoria do
ensino superior no Amazonas, assim como pela instalação da
Universidade do Amazonas.
Em 1964, a UEA foi às ruas manifestar seu
apoio às reformas de base, do presidente da República, João Goulart,
nesse período destacando a frente da entidade estudantes como o
acadêmico da Faculdade de Direito, Amazonino Mendes, um dos
principais oradores.
Em 31 de março de 1964, é desencadeado o
golpe que depôs o presidente João Goulart, iniciando
assim o longo
período de ditadura militar, neste mesmo dia no Rio de Janeiro, a
Sede da UNE é incendiada por populares direitistas. A UEA protesta
no Amazonas contra a repressão, mas também é atingida quando em maio
do mesmo ano assume a presidente da entidade, Luiz Augusto Santa
Cruz Machado, de tendências conservadoras. Em maio do mesmo ano a
UNE é extinta por lei.
Em 1964-65, na gestão do presidente da
UEA, Luiz Augusto Santa Cruz Machado, em 9 de novembro de 1964,
através da Lei Federal n.º 4.464, (Lei Suplicy), as entidades
estudantis perdem sua autonômia administrativa.
Em 1966, na gestão do presidente
Marcondes Fonseca Luniére, o estatuto da UEA é reformado, e também é
concluído o "Dormitório do Estudante", inaugurado em janeiro
de 1967. Ainda neste ano a UEA é proibida de funcionar pelo Regime
Autoritário, sendo a sua Sede Própria fechada e posteriormente
demolida. Assim como o Dormitório que foi entregue à Universidade
do Amazonas, que o denominou de "Casa do
Estudante Universitário".
No final dos anos 70 com o movimento pela Anistia (perdão pelos
crimes políticos), o movimento estudantil passou a ressurgir, especialmente
com o Congresso de Reconstrução da UNE, realizado em Salvador ainda
em 1979.
Somente em agosto e setembro de 1992,
após diversas reuniões de grupos de estudantes, foi deliberado a
constituição de uma Comissão de Reconstrução da UEA, composta de
estudantes secundaristas e universitários.
Em
Manaus, somente em
20 de novembro de 1992, é realizada
pela Comissão de Reconstrução da UEA, na Casa da Trabalhador, uma
Assembléia Geral, reunindo estudantes de todos os níveis de ensino,
quando foi aprovada a reativação da UEA, sendo aprovada a proposta
de reforma do estatuto e também mantida a Comissão de Reconstrução
da UEA: Mário Lúcio da Silva - presidente; Luiz Evaldo Vianna - 1.º
vice-presidente; Andreia Castro Ribeiro - 2.º vice-presidente.
Ainda em novembro e dezembro de 1992,
iniciamos o processo de reestruturação da entidade, legalizando
todos os documento referente a mesma, e providenciando uma Sede
Provisória na Rua Comendador Clementino; também foi editado o
primeiro número do jornal da UEA "Folha
Estudantil".
Em 1993, em maio a entidade participa de
uma manifestação convocada pela UNE; em junho tem se integra ao
Comitê Regional da Ação da Cidadania contra a Fome e a Miséria; em
setembro lança a Carteira de Estudante da UEA; em outubro conquista
a Meia Entrada nos cinemas para estudantes mediante a apresentação
da carteirinha da UEA; em novembro consegue uma doação de mobiliário
para sua Sede.
Em 1994, a UEA inicia a publicação de uma
coluna de sua responsabilidade denominada "Manifesto Estudantil"
no jornal Diário do Amazonas; apresenta as suas propostas aos
candidatos ao Governo do Estado; instala sua Sede Central num prédio
situado à Av. Eduardo Ribeiro; realiza o Festival Estudantil de
Cultura.
Em 1995, houve a realização II Festival
Estudantil de Cultura.
Foram realizadas ainda diversas
atividades pela UEA, como a reformulação do Estatuto da entidade;
retomada de posse do terreno de sua antiga Sede na Rua Barroso;
participação no Fórum do Orçamento, aprovando várias emendas;
fiscalização do cumprimento da Lei da Meia Entrada nos Cinemas,
Teatros, Espetáculos Culturais e Desportivos, aprovada em dezembro
de 1996, além do imprescindível apoio na reorganização da entidade
secundarista estadual, a UESA.
Em 1997, apoia a reativação da Federação
Amazonense Universitária de Desportos (FAUD), realiza o Dia
Nacional de Luta dos Estudantes e se integra ao Fórum pela
Ética na Política.
Em 1999, inaugura sua nova Sede na Av.
Epaminondas, bem como instala o seu Departamento de Cursos
promovendo pré-vestibular, idiomas, entre outros cursos, contratando
universitários como instrutores.
Em 2000, luta pela aprovação de uma nova
Lei que garantiu a partir de 2001 a meia entrada em todos os shows
artísticos e casas noturnas de Manaus. Também foi por iniciativa do
presidente Mário Lúcio, criado o DCE-OBJETIVO.
Em março de 2001, foi aprovado o novo
Estatuto da UEA e em 7 de abril de 2001, a UEA realiza no Auditório
do Taj Mahal Hotel, o XXVII Congresso Estadual dos Estudantes
Universitários (CEEU), com participação de Delegados de todas as
instituições de educação superior no Amazonas, no qual foi aclamada
a nova diretoria da entidade, mantendo como presidente: Mário Lúcio
da Silva (Direito/Objetivo) e como vice, Francinete Tavares (Física/UFAM),
essa gestão teve mandato até abril de 2004.
Ainda em 2001, foi criado o DCE-ESBAM, e
em 2002 foi realizada uma exposição comemorativa da UEA, bem como
foi criado o Fórum da Meia Passagem, e a instalação de posto de
passes estudantis e de meia entrada na Sede da entidade. E em 2003,
foi criado pela iniciativa da UEA com os estudantes o DCE-UNIP.
Em março de 2004, também foi convocada a
eleição da nova Diretoria Executiva da entidade, tendo
sido no mês de maio, de acordo com o Estatuto, empossada
automaticamente por aclamação a chapa
“Renovação Estudantil”, cuja gestão
mantém como presidente, o acadêmico Mário
Lúcio, atualmente acadêmico de Pedagogia na UFAM, e como
vice-presidente, Marcel Castro Cruz, acadêmico do curso de
Comércio Exterior do CIESA, entre outros dirigentes, que
terão mandato de 3 (três) anos até maio de 2007.
Entre os
projetos dessa nova gestão em 2005, inicia-se o Programa Amazonas
Cidadão, desenvolvido em parceria com a UESA, voltado para a
educação e profissionalização, bem como também destaca-se o projeto
de construção da nova Sede Própria na Rua Barroso, Centro de
Manaus-AM, também dá início a discussões pela Reforma Universitária.
Em 2006,
dá continuidade ao seu Programa Amazonas Cidadão, também intensifica
a campanha de criação de Centros Acadêmicos nas instituições
particulares de educação superior.
Já em
2007, completa 65 anos de existência, realizando exposição
comemorativa em sua Sede Estadual, instala novas representações nos
Municípios amazonenses. Também completa 10 (dez) anos de parceria
com o Centro Acadêmico de Direito - CAD/UFAM, na doação da
totalidade da renda das carteiras estudantis solicitadas na
faculdade para a compra de livros para a biblioteca setorial daquela
unidade de ensino. Além disso também realiza seu XXVII Congresso
Estadual dos Estudantes Universitários, no Taj Mahal Hotel Manaus,
atualizando seu Estatuto, e reelegendo para o período 2007-2010, o
seu atual presidente Mário Lúcio da Silva, acadêmico de pedagogia da
UFAM, com sua nova gestão "Força Universitária", e tendo como
vice-presidente o acadêmico Cliferthon
Lucas, do curso de Jornalismo da UNINORTE.
Em 2008, a União dos Estudantes do Amazonas (UEA) junto com a UESA,
atuam em defesa da meia passagem, ingressando com Representação
junto ao Ministério Público do Estado para garantir o desbloqueio
dos cartões estudantis da meia passagem e impetrando na justiça um
Mandado de Segurança cuja liminar garantiu o direito de mais de 500
mil estudantes, a compra de até 120 meias-passagens por mês.
Em 2009, a UEA convoca a primeira de uma série de manifestações
contra a redução da meia-passagem, ocorrida no dia 4 de maio na Bola
do Coroado, contando com a presença massiva de estudantes da UFAM e
de escolas públicas, que deram o passo inicial para diversos
protestos que paralizaram as ruas de Manaus. Em decorrência disto a
Prefeitura de Manaus, resolveu modificar a lei aprovada pela Câmara
Municipal, reinserindo alguns direitos que estavam ameaçados como o
fim da meia-passagem nos finais de semana e a limitação de apenas
uma meia-passagem de ida e outra de volta por dia.
Em 2010, houveram novas mudanças na Diretoria Executiva da UEA, cuja
gestão eleita foi renovada e passou a contar com seu quadro
administrativo mantendo na presidência o estudante Mário Lúcio da
Silva (Pedagogia/UFAM e Direito/FAMETRO) e tendo como
vice-presidente a acadêmica Paloma da Silva Cavalcante
(Administração/Faculdade Salesiana Dom Bosco - FSDB), para uma
gestão de 2010 a 2013, em conformidade com deliberação do Congresso
da entidade e de acordo com o Estatuto da UEA.
No ano de 2011, a UEA manteve o projeto de organização estudantil
nas instituições de ensino superior, instalando o Diretório Central
dos Estudantes - DCE da Faculdade Metropolitana de Manaus, fundado
em 2010, o DCE-FAMETRO, além de criar várias Comissões Pró-Centros
Acadêmicos nas faculdades particulares do Amazonas.
Já no início de 2012, no dia 4 de janeiro, a União dos Estudantes do
Amazonas (UEA), deu início as comemorações de seu 70°
aniversário de
fundação.

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